quarta-feira, 28 de abril de 2010
Como estamos terminando o processo de pesquisa e desenvolvimento do projeto, estou postando agora a apresentação de slides que será utilizada hoje na apresentação final do grupo.
http://www.4shared.com/document/4sCrdj9m/apresentao.html
Mais tarde, após a apresentação eu venho postar de novo para fazer algumas considerações finais.
Beijos
Thais Mileni
terça-feira, 27 de abril de 2010
Resumo do projeto
PISO SALARIAL DOS TRABALHADORES
link da matéria: http://www.horadopovo.com.br/2006/marco/29-03-06/pag4a.htm
A matéria é de 2006, mas vale a pena ler e frisar na primeira parte, relacionada aos salários dos cortadores de cana.
"Morte por exaustão no corte de cana em SP
Jornada de trabalho excessiva, saúde e condições de alimentação precárias nas lavouras de cana foram constatadas pelo relatório da Delegacia do Trabalho de SP
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Batatais, a Delegacia Regional do Trabalho de Ribeirão Preto e o Ministério Público denunciaram a exploração dos cortadores de cana da região, que já registra mortes por exaustão. Os casos estão sendo apurados pelo MP e as denúncias já chegaram à Organização das Nações Unidas (ONU).
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Batatais e diretor da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB-SP), João Pereira da Silva, afirma que “além da resistência dos usineiros, que querem manter no topo a sua lucratividade, na região de Ribeirão Preto, o piso salarial dos cortadores é de R$ 410,00 mensais. Em média, em virtude da sobrecarga de trabalho, a remuneração pode chegar a R$
O sindicato levantou que a baixa remuneração dos trabalhadores (que ganham
MORADIA
A Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo (DRT/SP) elaborou um estudo que aponta os principais problemas - e as propostas para solucioná-los - do trabalho que está sendo executado pelos cortadores de cana do Estado. A DRT identificou graves insuficiências nas condições de trabalho que apontam para uma exploração absurda dos trabalhadores por parte das usinas e dos atravessadores terceirizados para comandar os cortadores.
A Delegacia averiguou também que existem “péssimas condições de residência para os trabalhadores mi-grantes (falta banheiro, piso, instalações elétricas precárias), excesso de trabalhadores alojados (desrespeito às normas de segurança - m2, higiene), preço do aluguel alto per capta, em relação ao tipo de moradia e quantidade de pessoas.
Uma das soluções apontadas pela DRT é o fim da terceirização que acaba por aumentar ainda mais a exploração da mão-de-obra, chegando a roubar dos trabalhadores até mesmo na hora da pesagem da cana para calcular a remuneração devida aos cortadores.
REPROVADOS
O excesso de jornada de trabalho, a saúde do trabalhador e as condições de alimentação também foram avaliados, e reprovados, pela DRT. Falta de descanso aos domingos e horas extras sem remuneração são alguns dos problemas detectados. Na alimentação, o estudo constatou que a comida é preparada em condições higiênicas e nutricionais precárias e não existem os intervalos legais e costumeiros para a alimentação e repouso.
A DRT propõe que o fornecimento da alimentação seja feito pelo empregador para todos os empregados optantes e que seja feita a fiscalização do cumprimento obrigatório dos intervalos, e exigiu a redução imediata da jornada, instalação de sanitários, fornecimento de água para higiene, de água potável e abrigo para alimentação.
Resumo do projeto
Contexto: A cultura canavieira, de grande importância social e econômica para o país, tem sido marcada por um intenso processo de mecanização. Essa mudança de perfil tem levado ao tripé do desenvolvimento sustentável, econômico-ambiental-social. No eixo econômico, os produtores defendem a redução do tempo da colheita, o aumento da produtividade e a redução do custo gasto com contratação de mão de obra. No ambiente há a redução do impacto por dispensar a queima de resíduos. No eixo social o que se observa é a crescente adoção de equipamentos substituindo o grande contingente de cortadores de cana.
Objetivo: Este trabalho teórico teve o objetivo de investigar se o processo de mecanização da colheita da cana-de-açúcar tende a causar impacto social nas regiões paulistas onde se realiza a monocultura.
Método: Foi feita uma busca de artigos em bases de dados científicas, utilizando-se os termos “mecanização da lavoura”,“queimada canavial”, “mecanização da cana-de-açúcar”, “cortador de cana”, “desemprego”, entre outros, além de consultas em acervos bibliográficos.
Resultado: Os resultados mostraram que o Estado de São Paulo, Brasil, é um dos maiores produtores de cana-de-açúcar do mundo. No entanto, as exigências do mercado consumidor de etanol e os efeitos negativos das queimadas têm favorecido a mecanização parcial ou integral da colheita.
Discussão: A mecanização acentuada tende a aumentar o índice de desemprego rural no Estado, o que compromete a saúde do trabalhador nos âmbitos orgânico, psicológico, familiar e social.
Conclusões: São necessárias medidas governamentais que evitem o desemprego ou que capacitem os trabalhadores para outras funções.
QUETIONÁRIO PESQUISA DE CAMPO REALIZADA NA USINA DE COSMOPOLIS, QUESTOES PARA O CANAVIERIO
1) Qual a relação dos trabalhadores de cana com os usineiros?
Na verdade, hoje aqui em Cosmópolis, agente tem contratos feitos de acordo com a lei para trabalhista. Mas ha pouco tempo atrás nosso acerto era só falado que era tratado pelo supervisor de colheita, conhecido pela gente como “capitão do mato”.
2) Como são suas condições de trabalho? Qual a quantidade de cana que o senhor colhe por dia?
Eu já estou trabalhado no corte de cana a 8 safras e só de duas safras pra cá é que foram feitos os contratos. Mas como você sabe o trabalho no corte é muito duro o sol é muito forte e agente ganha por produtividade quanto mais colhe mais ganha. O dia que eu menos colhi foram 3 toneladas o Maximo foram 5.
3) Qual o motivo que faz os senhores virem de tão longe, na maioria dos casos, para trabalhar no corte de cana?
É porque agente vive na seca e vem pra cá na época da safra pra faze um dinheirinho pra pode vive alguns meses de uma vida digna. Mesmo sendo duro o trabalho e agente não sabendo se volta pra casa agente precisa arrisca. No final agente acaba arrumando moradia por aqui e trazendo a família.
4) Foi publicada uma lei para que a queima da palha da cana-de-açúcar seja eliminada. O senhor acha que isso vai beneficiá-lo?
Agente espera que agente possa ter uma condição de trabalho mais leve, eu já vi alguns colega morrerem ai no canavial, se agente puder ter o emprego e com melhores condições será muito bom.
5) As condições de trabalho, após essa lei, ficaram melhores ou piores? Por quê?
Como eu já disse as condições d um tempo pra cá melhoraram
6) O senhor acha que essa mudança vai provocar desemprego para os canavieiros?
A com certeza agente sabe que apesar deles já terem aproveitado alguns de nós não vai te mais espaço pra todo mundo.
7) Sem a queimada e com a adaptação do corte mecânico, os usineiros estão oferecendo cursos, afim de capacitá-los para algum trabalho dentro da usina? Há interesse por parte dos canavieiros por esses cursos?Sim eles tão oferecendo curso pra trabalha com o maquinário do corte e em algumas áreas administrativas, faxina e etc.
8) Quais são suas perspectivas de trabalho, agora que o corte de cana manual será praticamente extinto?
Quem aproveita e consegui uma chance vai fica tudo bem, mas quem não consegui volta pra sua terra natal e vai vive sem nenhuma dignidade. É o que já ta acontecendo com muitos aqui.
Questionário respondido por Dionísio da Silva – Cidade natal: Conceição do Coité - BA
Postado por gabriel ventura
Questionario
1) Qual a relação dos usineiros com os trabalhadores de cana?
Contrato de trabalho.
2) Qual a nova percepção dos usineiros depois da lei?
Eliminar a colheita de cana manual, e terrenos com declividade acima de 10% não arrendar.
3) Quais são suas perspectivas futuras?
Treinar os trabalhadores da cana para que estejam aptos a conduzirem máquinas agrícolas. Diminuir as queimadas, mudando a imagem de usina poluidora das cidades.
4) Qual o seu ponto de vista com relação à Lei 11241/2002, que dispõe sobre a eliminação da queima da palha da cana de açúcar?
C
oncordo, usina de açúcar e bioenegria é um sistema que quase se cnsegue fechar o ciclo, as queimadas atrapalham a imagem bem como ajuda a poluir as cidades vizinhas.
5) Os usineiros, em algum momento, foram ouvidos a respeito da propositura desta lei?
Não tenho conhecimento sobre esta pergunta.
6) Existem pontos na postulação desta lei, que se mudados, aperfeiçoaria o processo de eliminação da queima da palha de cana-de-acúcar?
Não.
7) Quais as dificuldades que os senhores têm enfrentado na adequação desta lei, no aspecto prático? As metas quanto à eliminação, previstas na lei, para até esta data, têm sido cumpridas?
Com relação aos fatores sociais econômicos, ocorreram mudanças, quais?
Até o momento não enfrentamos, pois por determinação da empresa colheremos apenas cana crua a partir deste ano. Com isto estamos promovendo a nível de instrução dos trabalhadores da região, transformando-os em operadores de máquinas.
8) Quais foram as maiores vantagens e desvantagens dessa lei que inibe as queimadas, o que conseqüentemente acaba com a colheita manual?
As maiores vantagens são, a promoção dos trabalhadores rurais e a diminuição das queimadas. A maior desvantagem é o aumento do uso de óleo diesel.
9) Quais são as principais diferenças em questão de quantidade na colheita, gastos com limpeza do bagaço e manutenção, e rendimento do produto final quando a cana é colhida ainda verde?
Temos um aumento na quantidade de impureza vegetal, maior consumo de óleo diesel e menor rendimento por colhedora.
10) Existe alguma possibilidade dos senhores conseguirem empregar alguma parte dos trabalhadores, que perderão seus empregos, em alguma outra atividade relacionada com a usina? Quais atividades?
Sim. Operador de máquina. Auxiliar de campo. Auxiliar administrativo etc.
Questionário respondido por Supervisor de produção Usina Laguna
RESPOSTA QUESTIONARIOS PESQUISA DE CAMPO
Questionário Mecanização x Trabalhadores
1) Qual a relação dos usineiros com os trabalhadores de cana?
Ë difícil falar desta relação entre os usineiros e cortadores, principalmente num estado como São Paulo, pois algumas usinas trabalham de forma correta, atendendo todas as Leis trabalhistas e outras não atendem.
2) Qual a nova percepção dos usineiros depois da lei?
Os usineiros estão se adequando, afinal o setor já esperava esta Lei, pois a função da sociedade pela questão ambiental será sempre muito grande.
3) Quais são suas perspectivas futuras?
A perspectiva é a colheita mecanizada de cana crua, obrigando a demissão de cortadores ou reaproveitamento dos que queiram se adaptar a esta nova realidade.
4) Qual o seu ponto de vista com relação à Lei 11241/2002, que dispõe sobre a eliminação da queima da palha da cana de açúcar?
Acredito que esta Lei muda completamente o setor, mas já estava na hora de acabar com a queima, que provoca enormes danos ambientais.
5) Os usineiros, em algum momento, foram ouvidos a respeito da propositura desta lei?
Sim, o setor sempre esteve presente, porém não concordava.
6) Existem pontos na postulação desta lei, que se mudados, aperfeiçoaria o processo de eliminação da queima da palha de cana-de-acúcar?
Não.
7) Quais as dificuldades que os senhores têm enfrentado na adequação desta lei, no aspecto prático? As metas quanto à eliminação, previstas na lei, para até esta data, têm sido cumpridas? Com relação aos fatores sociais econômicos, ocorreram mudanças, quais?
A maior dificuldade é colher a cana crua em áreas com declividades acima de 12%.
8) Quais foram as maiores vantagens e desvantagens dessa lei que inibe as queimadas, o que conseqüentemente acaba com a colheita manual?
A maior vantagem é a redução de emissão de CO2 e a maior desvantagem é o aumento de custo, pela aquisição de maquinário e mão-de-obra sem qualificação.
9) Quais são as principais diferenças em questão de quantidade na colheita, gastos com limpeza do bagaço e manutenção, e rendimento do produto final quando a cana é colhida ainda verde?
O rendimento da colheita mecanizada é muito superior comparado com a queima, sem contar a redução de trabalhadores rurais, que complicam a situação das usinas, em função das leis trabalhistas e risco de acidentes. O produto final tem melhorado e com certeza a tecnologia das colhedoras só tende a melhorar.
10) Existe alguma possibilidade dos senhores conseguirem empregar alguma parte dos trabalhadores, que perderão seus empregos, em alguma outra atividade relacionada com a usina? Quais atividades?
Sim. Os antigos cortadores estão sendo treinados e certamente serão aproveitados no setor.
Questionário respondido pelo diretor Danilo Pereira da Silva, presidente do sindicato dos usineiros do oeste paulista.
postado por gabriel ventura
