quarta-feira, 5 de maio de 2010
Como apresentado em nosso trabalho, os cortadores de cana que ficarão sem emprego após o fim das queimadas são, em sua maioria, os que migram do sertão nordestino. A migração dos trabalhadores do Nordeste para o Sudeste em época de colheita se tornou uma questão cultural em certos lugares do sertão, sendo assim, com a Lei das queimadas e a mecanização total da colheita, eles teriam que adaptar toda uma cultura e tradição construída ao longo de muitos e muitos anos. Vimos também que a colheita manual da cana tem em diversos pontos relação com a época de escravidão no Brasil, fato que não podemos discordar pois o trabalho como sabemos é muito pesado e a remuneração não está a altura do esforço dispensado na colheita assim como as condições de trabalho e de moradia também não, pelo menos em sua grande maioria dos casos. Todos nós sabemos que o Nordeste do nosso país vive com problemas de seca e sofre com a falta de infra-estrutura e nem da agricultura de subsistência as famílias conseguem mais viver, devido a seca e a falta de estrutura para cuidar da plantação.
Em cima desse ponto o grupo propõe, como solução, um trabalho que já está sendo feito e que tem dado certo há alguns anos. Esse projeto se chama fazenda Nova Canaã que tem ajudado famílias e tem trazido esperança para a resolução dos grandes problemas do sertão. Segue abaixo um pouco sobre projeto.
FAZENDA NOVA CANAÃ
Histórico
Campanhas consistem em uma ampla divulgação
A Associação Beneficente Cristã tem realizado, nos últimos anos campanhas de assistência às vítimas da seca no sertão nordestino. São programas chamados de S.O.S. Nordeste.Estas campanhas consistem em uma ampla divulgação na mídia e de convites à população em geral para que doe alimentos não perecíveis e roupas, levando-os aos templos da Igreja Universal espalhados em todo o Brasil. Cabe, então, aos membros voluntários da igreja selecionar e embalar as doações em cestas básicas, distribuindo-as às populações mais carentes das regiões atingidas pela seca.Esse programa, no entanto, é de caráter emergencial, com benefícios apenas temporários: minora os efeitos da seca, mas não apresenta soluções para as causas do problema.Em vista disso, surgiu a idéia de um projeto que não só contemplasse os momentos de crise, mas que apresentasse soluções permanentes, a fim de minorar a aflição das populações carentes do Nordeste. Nascia, assim, o Projeto Nordeste.
2)Apresentação
A união da fazenda com a indústria no meio do sertão
Para atingir seus objetivos, o Projeto Nordeste estabeleceu sua base inicial no Município de Irecê, em pleno sertão da Bahia. Lá, adquiriu uma propriedade com uma área aproximada de 450 hectares, que recebeu o nome de Fazenda Nova Canaã, sendo a primeira de uma série de fazendas que farão parte do Projeto.Essas fazendas, inspiradas nos moldes dos kibutzs israelenses, são basicamente agro-indústrias, administradas e desenvolvidas por profissionais voluntários, com a reaplicação total dos lucros. É a união da fazenda com a indústria no meio do sertão. Além disso, em cada uma delas se estabelecerá uma área social, oferecendo amplos benefícios à população carente, especialmente crianças, além de um departamento técnico, com biblioteca, laboratórios, salas de conferência e demais facilidades necessárias ao completo estudo de uma solução específica para a região, com projetos econômicos que insiram o maior número possível de parceiros.
3) Objetivo
Apresentar soluções para os principais problemas do Nordeste
O objetivo do Projeto é apresentar soluções regionais para as principais causas do subdesenvolvimento da região semi-árida do Nordeste:
1. Falta de recursos hídricos
O clima semi-árido se caracteriza por ter somente um único período de chuvas por ano. Estas, porém, não atendem às necessidades da lavoura, não só pela pouca quantidade como também pelo fato de raramente coincidirem com a época exata em que as diversas culturas precisam de água.
Mesmo assim, as chuvas vão-se infiltrando pelo solo e formam os chamados lençóis freáticos no subsolo.
A falta de recursos hídricos, portanto, não é caracterizada pela inexistência de água, já que esta pode ser encontrada no subsolo, mas pela falta de condições do pequeno agricultor de extrair e distribuir eficientemente essa água para sua plantação.
2. Carência tecnológica
A implantação de um sistema de irrigação é fundamental para que os produtores rurais tornem-se independentes das condições climáticas. Poucos, entretanto, são os que dispõem de recursos para implantá-lo e, ainda assim, aqueles que o fazem, utilizam métodos ultrapassados, como o sistema de pivô rotativo e o de aspersão, onde é grande o desperdício de água. A Fazenda Nova Canaã adotou o mesmo sistema de irrigação utilizado em Israel: o de gotejamento, onde cada planta recebe a quantidade exata de água de que necessita, gotejada no seu pé, com aproveitamento de 100% da água distribuída.
3. Falta de condições de armazenamento e comercialização da produção
No sertão, por causa da ocorrência de um período único de chuvas no ano, os produtores colhem juntos, numa mesma época, um mesmo tipo de produto. Isto provoca a queda do preço de toda a produção, já que a oferta é grande e a procura, nem tanto.
Surge, aí, a necessidade de estocagem da produção para que os produtores não necessitem vender tudo de uma só vez, a preços baixos.
No entanto, a falta de infra-estrutura para armazenamento, bem como de um escritório de comercialização local, fazem com que os produtores acabem por se tornar alvo dos atravessadores, que lhes impõem o preço a ser pago pela safra.
4. Falta de assistência básica nas áreas de saúde e educação para as populações mais pobres, especialmente crianças na fase pré-escolar
Atualmente, as crianças que ainda não atingiram a idade do ensino fundamental (sete anos) são as mais prejudicadas. Na região, as escolas públicas existentes para a educação infantil não suprem a necessidade da população. Essas crianças, normalmente, ficam em casa, ajudando seus pais nas tarefas diárias, ao invés de estarem na escola.
Tardiamente,ao atingirem a idade dos 7 anos, são encaminhadas às escolas públicas, iniciando a 1ª série do 1º grau, fase essa em que suas deficiências e carências são então detectadas e, quando possível, supridas. Muitas dessas crianças chegam à 3ª série ainda com dificuldades de ler e escrever.
4) Primeiros passos
O Projeto teve início com a implantação de diversas fazendas no semi-árido nordestino, levando investimento e tecnologia para combater os problemas da seca.
Com a compra da Fazenda Canaã e a aquisição dos primeiros equipamentos, começou a ser construída uma verdadeira cidade, que abriga uma escola agrícola e uma convencional, o Centro Educacional Betel, atendendo inicialmente a 200 crianças carentes, entre 3 e 6 anos, das 07:00 às 16:00h, com alimentação, transporte, uniforme e assistência médico-odontológica.
A Fazenda também terá creche, clínica médica, pousada, igreja, restaurante comunitário, área de lazer e esportes, além de uma vila residencial, com 30 casas.
Para os campos agrícolas, um cuidadoso estudo podológico foi realizado por técnicos de Israel e do Brasil, bem como uma avaliação dos recursos hídricos do subsolo. Assim, surgiu um programa plurianual de plantio e o estudo de viabilidade técnica e econômica para a instalação de uma agroindústria, a qual se encontra em plena fase de desenvolvimento.
PROPOSTA
Em cima desse projeto, mostrado acima, nossa ideia é a de o governo, através de investimentos públicos e também de privados, loteie uma grande área crie uma grande fazenda com moradias e espaço de terras para essas familias carentes. A partir daí divida as terras por igual e distribua a todos igualmente. Também seria necessário a utilização do sistema israelense de gotejamento citado acima, também fornecido pelo governo. Assim cada família teria sua terra para plantar e no mínimo viveriam da agricultura de subsistência. Poderia também se utilizar do mesmo trabalho voluntário feito na fazenda Canaã para o usufruto de serviços básicos como médico, escola, esporte e etc.
Em conjunto com esse grande investimento também propomos que o governo possa trazer diversos incentivos fiscais como: insenção de impostos de terras por um determinado tempo, insenção da taxa de impostos pagos pelo registro de trabalhadores e etc., e condições estruturais para que um pouco dessas usinas, que se concentram no estado de são paulo, possam migrar para o sertão nordestino, gerando emprego para essa população já beneficiada por esse novo projeto de loteamento de terras.
O projeto acima citado é uma prova de que há solução para a melhora nas condições de vida do sertanejo, que temos a condição de dar a eles uma vida digna em sua terra natal, diminuindo assim o problema da alta taxa de migração. Basta o governo querer trabalhar que teremos resultados.
Ai vai o link para quem quiser conhecer mais sobre o projeto Fazenda Nova Canaã.
http://www.projetonordeste.com.br/projeto.jsp
Obrigado,
Membros do grupo:
Cassio de Carvalho Ayres e Silva
Gabriel Fagundes Ventura
Gustavo Romera Céspedes
Jaqueline Gomes Cardoso
Rafael Amorim Fernandes
Thais Mileni Fernandes
sábado, 1 de maio de 2010
Soluções?
Bom, diante da nossa pesquisa nos deparamos com diferenciados textos, os de direita, esquerda, sobre escravidão, mecanização, do presidente, de cortadores de cana, enfim... mtas opiniões, mtos dados e fatos.
Observamos que os dados nem sempre batiam, gerando certas incertezas. Contudo, podemos analisar os dois lados da moeda.
Nas converssas do grupo, chegamos a conclusão que a Lei veio sim em boa hora. Porém, o seu implantamento deve ser planejado.
A indústria sucroalcooleira está se expandindo, gerando muitos empregos qualificados. Alguns trabladores só seriam recolocados e receberiam as devidas qualificações.
Porém, a nossa preocupação veio com os trabalhadores nordestinos. Não sabemos se eles seriam recolocados no sistema, já que a maioria das usinas são no sudeste.
Com isso, nosso projeto será para o estado, para que eles deem mais apoio para esses trabalhadores.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Como estamos terminando o processo de pesquisa e desenvolvimento do projeto, estou postando agora a apresentação de slides que será utilizada hoje na apresentação final do grupo.
http://www.4shared.com/document/4sCrdj9m/apresentao.html
Mais tarde, após a apresentação eu venho postar de novo para fazer algumas considerações finais.
Beijos
Thais Mileni
terça-feira, 27 de abril de 2010
Resumo do projeto
PISO SALARIAL DOS TRABALHADORES
link da matéria: http://www.horadopovo.com.br/2006/marco/29-03-06/pag4a.htm
A matéria é de 2006, mas vale a pena ler e frisar na primeira parte, relacionada aos salários dos cortadores de cana.
"Morte por exaustão no corte de cana em SP
Jornada de trabalho excessiva, saúde e condições de alimentação precárias nas lavouras de cana foram constatadas pelo relatório da Delegacia do Trabalho de SP
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Batatais, a Delegacia Regional do Trabalho de Ribeirão Preto e o Ministério Público denunciaram a exploração dos cortadores de cana da região, que já registra mortes por exaustão. Os casos estão sendo apurados pelo MP e as denúncias já chegaram à Organização das Nações Unidas (ONU).
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Batatais e diretor da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB-SP), João Pereira da Silva, afirma que “além da resistência dos usineiros, que querem manter no topo a sua lucratividade, na região de Ribeirão Preto, o piso salarial dos cortadores é de R$ 410,00 mensais. Em média, em virtude da sobrecarga de trabalho, a remuneração pode chegar a R$
O sindicato levantou que a baixa remuneração dos trabalhadores (que ganham
MORADIA
A Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo (DRT/SP) elaborou um estudo que aponta os principais problemas - e as propostas para solucioná-los - do trabalho que está sendo executado pelos cortadores de cana do Estado. A DRT identificou graves insuficiências nas condições de trabalho que apontam para uma exploração absurda dos trabalhadores por parte das usinas e dos atravessadores terceirizados para comandar os cortadores.
A Delegacia averiguou também que existem “péssimas condições de residência para os trabalhadores mi-grantes (falta banheiro, piso, instalações elétricas precárias), excesso de trabalhadores alojados (desrespeito às normas de segurança - m2, higiene), preço do aluguel alto per capta, em relação ao tipo de moradia e quantidade de pessoas.
Uma das soluções apontadas pela DRT é o fim da terceirização que acaba por aumentar ainda mais a exploração da mão-de-obra, chegando a roubar dos trabalhadores até mesmo na hora da pesagem da cana para calcular a remuneração devida aos cortadores.
REPROVADOS
O excesso de jornada de trabalho, a saúde do trabalhador e as condições de alimentação também foram avaliados, e reprovados, pela DRT. Falta de descanso aos domingos e horas extras sem remuneração são alguns dos problemas detectados. Na alimentação, o estudo constatou que a comida é preparada em condições higiênicas e nutricionais precárias e não existem os intervalos legais e costumeiros para a alimentação e repouso.
A DRT propõe que o fornecimento da alimentação seja feito pelo empregador para todos os empregados optantes e que seja feita a fiscalização do cumprimento obrigatório dos intervalos, e exigiu a redução imediata da jornada, instalação de sanitários, fornecimento de água para higiene, de água potável e abrigo para alimentação.
Resumo do projeto
Contexto: A cultura canavieira, de grande importância social e econômica para o país, tem sido marcada por um intenso processo de mecanização. Essa mudança de perfil tem levado ao tripé do desenvolvimento sustentável, econômico-ambiental-social. No eixo econômico, os produtores defendem a redução do tempo da colheita, o aumento da produtividade e a redução do custo gasto com contratação de mão de obra. No ambiente há a redução do impacto por dispensar a queima de resíduos. No eixo social o que se observa é a crescente adoção de equipamentos substituindo o grande contingente de cortadores de cana.
Objetivo: Este trabalho teórico teve o objetivo de investigar se o processo de mecanização da colheita da cana-de-açúcar tende a causar impacto social nas regiões paulistas onde se realiza a monocultura.
Método: Foi feita uma busca de artigos em bases de dados científicas, utilizando-se os termos “mecanização da lavoura”,“queimada canavial”, “mecanização da cana-de-açúcar”, “cortador de cana”, “desemprego”, entre outros, além de consultas em acervos bibliográficos.
Resultado: Os resultados mostraram que o Estado de São Paulo, Brasil, é um dos maiores produtores de cana-de-açúcar do mundo. No entanto, as exigências do mercado consumidor de etanol e os efeitos negativos das queimadas têm favorecido a mecanização parcial ou integral da colheita.
Discussão: A mecanização acentuada tende a aumentar o índice de desemprego rural no Estado, o que compromete a saúde do trabalhador nos âmbitos orgânico, psicológico, familiar e social.
Conclusões: São necessárias medidas governamentais que evitem o desemprego ou que capacitem os trabalhadores para outras funções.
QUETIONÁRIO PESQUISA DE CAMPO REALIZADA NA USINA DE COSMOPOLIS, QUESTOES PARA O CANAVIERIO
1) Qual a relação dos trabalhadores de cana com os usineiros?
Na verdade, hoje aqui em Cosmópolis, agente tem contratos feitos de acordo com a lei para trabalhista. Mas ha pouco tempo atrás nosso acerto era só falado que era tratado pelo supervisor de colheita, conhecido pela gente como “capitão do mato”.
2) Como são suas condições de trabalho? Qual a quantidade de cana que o senhor colhe por dia?
Eu já estou trabalhado no corte de cana a 8 safras e só de duas safras pra cá é que foram feitos os contratos. Mas como você sabe o trabalho no corte é muito duro o sol é muito forte e agente ganha por produtividade quanto mais colhe mais ganha. O dia que eu menos colhi foram 3 toneladas o Maximo foram 5.
3) Qual o motivo que faz os senhores virem de tão longe, na maioria dos casos, para trabalhar no corte de cana?
É porque agente vive na seca e vem pra cá na época da safra pra faze um dinheirinho pra pode vive alguns meses de uma vida digna. Mesmo sendo duro o trabalho e agente não sabendo se volta pra casa agente precisa arrisca. No final agente acaba arrumando moradia por aqui e trazendo a família.
4) Foi publicada uma lei para que a queima da palha da cana-de-açúcar seja eliminada. O senhor acha que isso vai beneficiá-lo?
Agente espera que agente possa ter uma condição de trabalho mais leve, eu já vi alguns colega morrerem ai no canavial, se agente puder ter o emprego e com melhores condições será muito bom.
5) As condições de trabalho, após essa lei, ficaram melhores ou piores? Por quê?
Como eu já disse as condições d um tempo pra cá melhoraram
6) O senhor acha que essa mudança vai provocar desemprego para os canavieiros?
A com certeza agente sabe que apesar deles já terem aproveitado alguns de nós não vai te mais espaço pra todo mundo.
7) Sem a queimada e com a adaptação do corte mecânico, os usineiros estão oferecendo cursos, afim de capacitá-los para algum trabalho dentro da usina? Há interesse por parte dos canavieiros por esses cursos?Sim eles tão oferecendo curso pra trabalha com o maquinário do corte e em algumas áreas administrativas, faxina e etc.
8) Quais são suas perspectivas de trabalho, agora que o corte de cana manual será praticamente extinto?
Quem aproveita e consegui uma chance vai fica tudo bem, mas quem não consegui volta pra sua terra natal e vai vive sem nenhuma dignidade. É o que já ta acontecendo com muitos aqui.
Questionário respondido por Dionísio da Silva – Cidade natal: Conceição do Coité - BA
Postado por gabriel ventura
Questionario
1) Qual a relação dos usineiros com os trabalhadores de cana?
Contrato de trabalho.
2) Qual a nova percepção dos usineiros depois da lei?
Eliminar a colheita de cana manual, e terrenos com declividade acima de 10% não arrendar.
3) Quais são suas perspectivas futuras?
Treinar os trabalhadores da cana para que estejam aptos a conduzirem máquinas agrícolas. Diminuir as queimadas, mudando a imagem de usina poluidora das cidades.
4) Qual o seu ponto de vista com relação à Lei 11241/2002, que dispõe sobre a eliminação da queima da palha da cana de açúcar?
C
oncordo, usina de açúcar e bioenegria é um sistema que quase se cnsegue fechar o ciclo, as queimadas atrapalham a imagem bem como ajuda a poluir as cidades vizinhas.
5) Os usineiros, em algum momento, foram ouvidos a respeito da propositura desta lei?
Não tenho conhecimento sobre esta pergunta.
6) Existem pontos na postulação desta lei, que se mudados, aperfeiçoaria o processo de eliminação da queima da palha de cana-de-acúcar?
Não.
7) Quais as dificuldades que os senhores têm enfrentado na adequação desta lei, no aspecto prático? As metas quanto à eliminação, previstas na lei, para até esta data, têm sido cumpridas?
Com relação aos fatores sociais econômicos, ocorreram mudanças, quais?
Até o momento não enfrentamos, pois por determinação da empresa colheremos apenas cana crua a partir deste ano. Com isto estamos promovendo a nível de instrução dos trabalhadores da região, transformando-os em operadores de máquinas.
8) Quais foram as maiores vantagens e desvantagens dessa lei que inibe as queimadas, o que conseqüentemente acaba com a colheita manual?
As maiores vantagens são, a promoção dos trabalhadores rurais e a diminuição das queimadas. A maior desvantagem é o aumento do uso de óleo diesel.
9) Quais são as principais diferenças em questão de quantidade na colheita, gastos com limpeza do bagaço e manutenção, e rendimento do produto final quando a cana é colhida ainda verde?
Temos um aumento na quantidade de impureza vegetal, maior consumo de óleo diesel e menor rendimento por colhedora.
10) Existe alguma possibilidade dos senhores conseguirem empregar alguma parte dos trabalhadores, que perderão seus empregos, em alguma outra atividade relacionada com a usina? Quais atividades?
Sim. Operador de máquina. Auxiliar de campo. Auxiliar administrativo etc.
Questionário respondido por Supervisor de produção Usina Laguna
RESPOSTA QUESTIONARIOS PESQUISA DE CAMPO
Questionário Mecanização x Trabalhadores
1) Qual a relação dos usineiros com os trabalhadores de cana?
Ë difícil falar desta relação entre os usineiros e cortadores, principalmente num estado como São Paulo, pois algumas usinas trabalham de forma correta, atendendo todas as Leis trabalhistas e outras não atendem.
2) Qual a nova percepção dos usineiros depois da lei?
Os usineiros estão se adequando, afinal o setor já esperava esta Lei, pois a função da sociedade pela questão ambiental será sempre muito grande.
3) Quais são suas perspectivas futuras?
A perspectiva é a colheita mecanizada de cana crua, obrigando a demissão de cortadores ou reaproveitamento dos que queiram se adaptar a esta nova realidade.
4) Qual o seu ponto de vista com relação à Lei 11241/2002, que dispõe sobre a eliminação da queima da palha da cana de açúcar?
Acredito que esta Lei muda completamente o setor, mas já estava na hora de acabar com a queima, que provoca enormes danos ambientais.
5) Os usineiros, em algum momento, foram ouvidos a respeito da propositura desta lei?
Sim, o setor sempre esteve presente, porém não concordava.
6) Existem pontos na postulação desta lei, que se mudados, aperfeiçoaria o processo de eliminação da queima da palha de cana-de-acúcar?
Não.
7) Quais as dificuldades que os senhores têm enfrentado na adequação desta lei, no aspecto prático? As metas quanto à eliminação, previstas na lei, para até esta data, têm sido cumpridas? Com relação aos fatores sociais econômicos, ocorreram mudanças, quais?
A maior dificuldade é colher a cana crua em áreas com declividades acima de 12%.
8) Quais foram as maiores vantagens e desvantagens dessa lei que inibe as queimadas, o que conseqüentemente acaba com a colheita manual?
A maior vantagem é a redução de emissão de CO2 e a maior desvantagem é o aumento de custo, pela aquisição de maquinário e mão-de-obra sem qualificação.
9) Quais são as principais diferenças em questão de quantidade na colheita, gastos com limpeza do bagaço e manutenção, e rendimento do produto final quando a cana é colhida ainda verde?
O rendimento da colheita mecanizada é muito superior comparado com a queima, sem contar a redução de trabalhadores rurais, que complicam a situação das usinas, em função das leis trabalhistas e risco de acidentes. O produto final tem melhorado e com certeza a tecnologia das colhedoras só tende a melhorar.
10) Existe alguma possibilidade dos senhores conseguirem empregar alguma parte dos trabalhadores, que perderão seus empregos, em alguma outra atividade relacionada com a usina? Quais atividades?
Sim. Os antigos cortadores estão sendo treinados e certamente serão aproveitados no setor.
Questionário respondido pelo diretor Danilo Pereira da Silva, presidente do sindicato dos usineiros do oeste paulista.
postado por gabriel ventura
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Queimadas
As queimadas promovem uma série de problemas, principalmente de ordem ambiental, elas são mais freqüentes em áreas rurais, onde são usadas como uma técnica rudimentar de preparar a terra, quando existe uma área na qual se pretende cultivar, o pequeno produtor queima a vegetação para limpar o local e preparar o solo, a vantagem desse recurso é que ele não requer investimentos financeiros.Do ponto de vista agrícola, o ato de queimar áreas para o desenvolvimento da agricultura é uma ação totalmente negativa, uma vez que o solo perde nutrientes, além de exterminar todos os microrganismos presentes no mesmo que garante a fertilidade, dessa forma, a fina camada da superfície fica empobrecida e ao decorrer de consecutivos plantios a situação se agrava gradativamente resultando na infertilidade. Além disso, com as queimadas a cobertura vegetal original do solo é destruída, provocando uma grande perda de seres vivos da fauna e da flora, promovendo um profundo desequilíbrio ambiental, às vezes em níveis sem precedentes.
Outra questão que deriva das queimadas é o aquecimento global, pois a prática é a segunda causa do processo, ficando atrás somente da emissão de gases provenientes de veículos automotores movidos a combustíveis fósseis. Isso acontece porque as queimadas produzem dióxido de carbono que atinge a atmosfera agravando o efeito estufa e automaticamente o aquecimento global.
No caso específico do Brasil, as queimadas tem sido responsáveis pela diminuição de importantes domínios brasileiros, principalmente a floresta Amazônica e o Cerrado, duas áreas intensamente exploradas pela agropecuária, o segundo é o mais agredido, pois segundo estimativas restam menos de 20% da vegetação original, pois o restante já foi ocupado por lavouras e pastagens e o primeiro nos últimos anos tem atraído muitos produtores, isso certamente causará grandes impactos em uma das áreas mais importantes do mundo e que deve ser conservada para as próximas gerações.
E com todo esse impacto no meio ambiente, fica evidente que a sociedade também vai sofrer as conseqüências por esse mau uso da terra.
referencia
http://www.unica.com.br/
abraço gabriel ventura
Questionário cortadores!!!!
gabriel ventura
Questionario
Questões para o canavieiro
1) Qual a relação dos trabalhadores de cana com os usineiros?
2) Como são suas condições de trabalho?
3) Qual o motivo que faz os senhores virem de tão longe, na maioria dos casos, para trabalhar no corte de cana?
4) Foi publicada uma lei para que a queima da palha da cana-de-açúcar seja eliminada. O senhor acha que isso vai beneficiá-lo?
5) As condições de trabalho, após essa lei, ficaram melhores ou piores? Por quê?
6) O senhor acha que essa mudança vai provocar desemprego para os canavieiros?7) Sem a queimada e com a adaptação do corte mecânico, os usineiros estão oferecendo cursos, afim de capacitá-los para algum trabalho dentro da usina? Há interesse por parte dos canavieiros por esses cursos?8) Quais são suas perspectivas de trabalho, agora que o corte de cana manual será praticamente extinto?
Mesa entre governo ferderal e sindicato dos usineiro
Bom galera acredito que seja uma das mais importantes postagens ja feitas no blog. Nesse video fica bem claro que não esta somente pensando no fim da queimadas, mas tb em melhores condiçoes de trabalho para os cortadores. Mas um grande feito de nosso presidente em um momento em que nosso setor energetico cresce e se torna necessário um olhar atento por parte de toda nossa sociedade. É claro que como sempre recebemos aquele "empurrãozinho" hehe, pois um dos ptos que os paises da união europeia pregão contra a entrada do etanol no bloco são, além da emissão de gases do efeito estufa, a péssima condição de trabalho dos cortadores!!!!
fico feliz em ver nosso governo trabalhando!!!! Ha sei que o video tem 16 minutos e é dificil parar pra ver inteiro entao vai um toque, vejam os 3 primeiros minutos da declaração do diretor do sindicato dos usineiros e depois pulem para o minuto 8 que é o pronunciamento do presidente!!!!! Abraço a todos gabriel ventura
terça-feira, 13 de abril de 2010
atenção membros do grupo
abraço gabriel
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Lei das queimadas
A mudança foi que as indústrias de açúcar e álcool do Estado de São Paulo, tiveram, a partir de junho de 2006, novas metas para a eliminação completa das queimadas nos canaviais paulistas, pois a União de Indústrias da Cana de Açúcar (Unica) assinou um protocolo de intenções em que aceita eliminar as queimadas até 2014 nas chamadas “áreas mecanizáveis”, sendo que o prazo previsto na Lei nº. 11.241/2002 era ter o fim das queimadas em 2021. Nas áreas consideradas “não mecanizáveis” também houve uma mudança no prazo, passando a ter o fim das queimadas em 2017, sendo que pela lei em vigor, as usinas e os produtores de cana tinham até 2031 para encerrar as queimadas. A negociação para antecipar os prazos foi tomada com base no crescimento da produção de cana em São Paulo, que hoje já cobre 4,2 milhões de hectares.

Dúvidas!
Para responder essa pergunta temos que pensar o que regula o preço do etanol.
Como todo mundo ve o preço do etanol oscila. Como qualquer outro produto, o seu preço vai de acordo com as leis do mercado, a oferta e a procura são decisivos no seu preço.
O que influencia no preço também é a produção, como por exemplo no final do ano passado os preços aumentaram, pela baixa produção de etanol.
Enfim, a mecanização não irá interferir no preço do etanol já que a mecanização não muda a produção, a quantidade de cana colhida com máquinas será quase a mesma quantidade colhida manualmente.
O aproveitamento do bagaço de cana não interfere na produção do etanol. O bagaço de cana é utilizado para a geração de energia, então ele poderá interferir no setor de energia elétrica.
Quais atividades podem ser criadas pós mecanização?
O processo de mecanização também emprega muitos trabalhadores.
Para que ocorra a mecanização a terra deve ser preparada e nivelada, o que já emprega muitos trabalhadores.
Motoristas, pessoas encarregadas com manutenção, logistica, transporte também se fazem necessárias.
Mais dúvidas?
Postados por Jaqueline Cardoso
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Resposta pergunta da professora hj após nossa apresentação
Resposta: Bom todos nós sabemos que as usinas são auto sustentaveis no setor energético, ou seja produzem sua propria energia de funcionamento através do bagaço de cana(fenomeno chamado de cogeração). Dados coletados nas referencias ja passadas aqui no blog, nus mostra que no final de toda a safra, juntando todas as usinas do estado de são paulo, há uma sobra de cerca de 14 milhões de quilos de bagaço que não são aproveitados. Aliado a esse dado com a proibição das queimadas a palha que outrora era deteriorada agora irá sobrar, e uma nova perspectiva dos usineiros é a de utilizar essa palha tambem na coogeração. Assim juntando todo esse bagaço que sobra mais a palha eles estão pensando em trabalhar com geração de energia eletrica, para em seguida vende-la para cidades vizinhas, empresas e etc. Não sei se todos percebem mas tudo isso se torna uma grande fonte renovavel de energia o que é bom para o ambiente e claro para o setor economico da usina. Entao professora o que posso adiantar de imediato é que esse plano ainda é um processo em desenvolvimento não há nada de muito concreto, os usineiros ainda não sabem se é um processo viavel. Porém pretendo reunir informações inmformações mais detalhadas sobre esse assunto e logo postarei e os informarei na rodada final.

FOTO DO PROCESSO DE COGERAÇÃO UTILIZADO HJ NAS USINAS

FOTO DE UMA PILHA DE BAGAÇO DE UMA UNICA USINA
terça-feira, 6 de abril de 2010
1) Qual a relação dos usineiros com os trabalhadores de cana?
2) Qual a nova percepção dos usineiros depois da lei?
3) Quais são suas perspectivas futuras?
4) Qual o seu ponto de vista com relação à Lei 11241/2002, que dispõe sobre a eliminação da queima da palha da cana de açúcar?
5) Os usineiros, em algum momento, foram ouvidos a respeito da propositura desta lei?
6) Existem pontos na postulação desta lei, que se mudados, aperfeiçoaria o processo de eliminação da queima da palha de cana-de-acúcar?
7) Quais as dificuldades que os senhores têm enfrentado na adequação desta lei, no aspecto prático? As metas quanto à eliminação, previstas na lei, para até esta data, têm sido cumpridas? Com relação aos fatores sociais econômicos, ocorreram mudanças, quais?
8) Quais foram as maiores vantagens e desvantagens dessa lei que inibe as queimadas, o que conseqüentemente acaba com a colheita manual?
9) Quais são as principais diferenças em questão de quantidade na colheita, gastos com limpeza do bagaço e manutenção, e rendimento do produto final quando a cana é colhida ainda verde?
10) Existe alguma possibilidade dos senhores conseguirem empregar alguma parte dos trabalhadores, que perderão seus empregos, em alguma outra atividade relacionada com a usina? Quais atividades?
questionario mecanização x trabalhadoe
Estou enviando o questionário pra que todos possam dar uma olhada!!!!!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
LINKS UTILIZADOS
- http://www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/artigos/agronegocios/condominio
- http://www.cna.org.br/Gleba99N/Set01/cana01.htm
- http://www.unica.com.br/
- http://www.anamt.org.br/adm/revista/arq/19.pdf
- http://www.barretos.sp.gov.br/planodiretor/arquivos/lei_Est_11241.pdf - obs: essa é a lei que leva a mecanização da colheita, pois ela proibi as queimadas.
LIVROS UTILIZADOS
- MORAES, Márcia Azanha Ferraz Dias de; SHIKIDA, Pery Francisco Assis (Orgs.). Agroindústria Canavieira no Brasil: evolução, desenvolvimento e desafios. São Paulo: Atlas, 2002. 367 p. Vários autores. ISBN 9788522432530.
-VIAN,Carlos Eduardo de Freitas. Agroindústria canavieira: estratégias competitivas e modernização. Campinas: Átomo, 2003. 216 p. ISBN 9788587585509.
- REINS, Peter. Cane Sugar Engineering, EUA - Flórida. 2003
ARTIGOS UTILIZADOS
- Camargo JM. Tecnifcação da cana-de-açúcar em São Paulo e sazonalidade
de mão de obra [dissertação]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 1988.
- Camargo JM. Relações de trabalho na agricultura paulista no período re-
cente [tese]. Campinas: Universidade Estadual de Campinas; 2007.
- gil AC. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas; 2002.
- gonçalves DB. Mar de cana, deserto verde? Dilemas do desenvolvimento
sustentável na produção canavieira paulista [tese]. São Carlos: Universida-
de Federal de São Carlos; 2005.
- Moraes MAFD. Indicadores do mercado de trabalho do sistema agroin-
dustrial da cana-de-açúcar do Brasil no período 1992-2005. Est Econ.
2007;37:875-902.
- Fernandes JE, Angeli R. gestão ambiental, mecanização agrícola e o im-
pacto social para trabalhadores rurais na agroindústria canavieira. Rev
Montagem. 2006;8:136-40.
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