A mecanização vai interferir no preço do etanol? E o aproveitamento do bagaço da cana, vai interferir?
Para responder essa pergunta temos que pensar o que regula o preço do etanol.
Como todo mundo ve o preço do etanol oscila. Como qualquer outro produto, o seu preço vai de acordo com as leis do mercado, a oferta e a procura são decisivos no seu preço.
O que influencia no preço também é a produção, como por exemplo no final do ano passado os preços aumentaram, pela baixa produção de etanol.
Enfim, a mecanização não irá interferir no preço do etanol já que a mecanização não muda a produção, a quantidade de cana colhida com máquinas será quase a mesma quantidade colhida manualmente.
O aproveitamento do bagaço de cana não interfere na produção do etanol. O bagaço de cana é utilizado para a geração de energia, então ele poderá interferir no setor de energia elétrica.
Quais atividades podem ser criadas pós mecanização?
O processo de mecanização também emprega muitos trabalhadores.
Para que ocorra a mecanização a terra deve ser preparada e nivelada, o que já emprega muitos trabalhadores.
Motoristas, pessoas encarregadas com manutenção, logistica, transporte também se fazem necessárias.
Mais dúvidas?
Postados por Jaqueline Cardoso
sexta-feira, 9 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Resposta pergunta da professora hj após nossa apresentação
Professora: Qual é a perspectiva desse novo ramo de atividade das usinas em se tratando de cogeração??? Os trasbalhadores de cana podem ser preparados e aproveitados nessa area?
Resposta: Bom todos nós sabemos que as usinas são auto sustentaveis no setor energético, ou seja produzem sua propria energia de funcionamento através do bagaço de cana(fenomeno chamado de cogeração). Dados coletados nas referencias ja passadas aqui no blog, nus mostra que no final de toda a safra, juntando todas as usinas do estado de são paulo, há uma sobra de cerca de 14 milhões de quilos de bagaço que não são aproveitados. Aliado a esse dado com a proibição das queimadas a palha que outrora era deteriorada agora irá sobrar, e uma nova perspectiva dos usineiros é a de utilizar essa palha tambem na coogeração. Assim juntando todo esse bagaço que sobra mais a palha eles estão pensando em trabalhar com geração de energia eletrica, para em seguida vende-la para cidades vizinhas, empresas e etc. Não sei se todos percebem mas tudo isso se torna uma grande fonte renovavel de energia o que é bom para o ambiente e claro para o setor economico da usina. Entao professora o que posso adiantar de imediato é que esse plano ainda é um processo em desenvolvimento não há nada de muito concreto, os usineiros ainda não sabem se é um processo viavel. Porém pretendo reunir informações inmformações mais detalhadas sobre esse assunto e logo postarei e os informarei na rodada final.

FOTO DO PROCESSO DE COGERAÇÃO UTILIZADO HJ NAS USINAS

FOTO DE UMA PILHA DE BAGAÇO DE UMA UNICA USINA
Resposta: Bom todos nós sabemos que as usinas são auto sustentaveis no setor energético, ou seja produzem sua propria energia de funcionamento através do bagaço de cana(fenomeno chamado de cogeração). Dados coletados nas referencias ja passadas aqui no blog, nus mostra que no final de toda a safra, juntando todas as usinas do estado de são paulo, há uma sobra de cerca de 14 milhões de quilos de bagaço que não são aproveitados. Aliado a esse dado com a proibição das queimadas a palha que outrora era deteriorada agora irá sobrar, e uma nova perspectiva dos usineiros é a de utilizar essa palha tambem na coogeração. Assim juntando todo esse bagaço que sobra mais a palha eles estão pensando em trabalhar com geração de energia eletrica, para em seguida vende-la para cidades vizinhas, empresas e etc. Não sei se todos percebem mas tudo isso se torna uma grande fonte renovavel de energia o que é bom para o ambiente e claro para o setor economico da usina. Entao professora o que posso adiantar de imediato é que esse plano ainda é um processo em desenvolvimento não há nada de muito concreto, os usineiros ainda não sabem se é um processo viavel. Porém pretendo reunir informações inmformações mais detalhadas sobre esse assunto e logo postarei e os informarei na rodada final.

FOTO DO PROCESSO DE COGERAÇÃO UTILIZADO HJ NAS USINAS

FOTO DE UMA PILHA DE BAGAÇO DE UMA UNICA USINA
terça-feira, 6 de abril de 2010
Questionário Mecanização x Trabalhadores
1) Qual a relação dos usineiros com os trabalhadores de cana?
2) Qual a nova percepção dos usineiros depois da lei?
3) Quais são suas perspectivas futuras?
4) Qual o seu ponto de vista com relação à Lei 11241/2002, que dispõe sobre a eliminação da queima da palha da cana de açúcar?
5) Os usineiros, em algum momento, foram ouvidos a respeito da propositura desta lei?
6) Existem pontos na postulação desta lei, que se mudados, aperfeiçoaria o processo de eliminação da queima da palha de cana-de-acúcar?
7) Quais as dificuldades que os senhores têm enfrentado na adequação desta lei, no aspecto prático? As metas quanto à eliminação, previstas na lei, para até esta data, têm sido cumpridas? Com relação aos fatores sociais econômicos, ocorreram mudanças, quais?
8) Quais foram as maiores vantagens e desvantagens dessa lei que inibe as queimadas, o que conseqüentemente acaba com a colheita manual?
9) Quais são as principais diferenças em questão de quantidade na colheita, gastos com limpeza do bagaço e manutenção, e rendimento do produto final quando a cana é colhida ainda verde?
10) Existe alguma possibilidade dos senhores conseguirem empregar alguma parte dos trabalhadores, que perderão seus empregos, em alguma outra atividade relacionada com a usina? Quais atividades?
1) Qual a relação dos usineiros com os trabalhadores de cana?
2) Qual a nova percepção dos usineiros depois da lei?
3) Quais são suas perspectivas futuras?
4) Qual o seu ponto de vista com relação à Lei 11241/2002, que dispõe sobre a eliminação da queima da palha da cana de açúcar?
5) Os usineiros, em algum momento, foram ouvidos a respeito da propositura desta lei?
6) Existem pontos na postulação desta lei, que se mudados, aperfeiçoaria o processo de eliminação da queima da palha de cana-de-acúcar?
7) Quais as dificuldades que os senhores têm enfrentado na adequação desta lei, no aspecto prático? As metas quanto à eliminação, previstas na lei, para até esta data, têm sido cumpridas? Com relação aos fatores sociais econômicos, ocorreram mudanças, quais?
8) Quais foram as maiores vantagens e desvantagens dessa lei que inibe as queimadas, o que conseqüentemente acaba com a colheita manual?
9) Quais são as principais diferenças em questão de quantidade na colheita, gastos com limpeza do bagaço e manutenção, e rendimento do produto final quando a cana é colhida ainda verde?
10) Existe alguma possibilidade dos senhores conseguirem empregar alguma parte dos trabalhadores, que perderão seus empregos, em alguma outra atividade relacionada com a usina? Quais atividades?
questionario mecanização x trabalhadoe
Boa noite galera, então é o seguinte eu conseguimos contato com o diretor do sindicato dos usineiros em são paulo. Combinei com ele que montaria um questionario sobre a mecanizaqção do trabalho dos cortadores de cana.
Estou enviando o questionário pra que todos possam dar uma olhada!!!!!
Estou enviando o questionário pra que todos possam dar uma olhada!!!!!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Bom galera essas são algumas fontes utilizadas em termos de pesquisa para a realização de nosso trabalho!
LINKS UTILIZADOS
- http://www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/artigos/agronegocios/condominio
- http://www.cna.org.br/Gleba99N/Set01/cana01.htm
- http://www.unica.com.br/
- http://www.anamt.org.br/adm/revista/arq/19.pdf
- http://www.barretos.sp.gov.br/planodiretor/arquivos/lei_Est_11241.pdf - obs: essa é a lei que leva a mecanização da colheita, pois ela proibi as queimadas.
LIVROS UTILIZADOS
- MORAES, Márcia Azanha Ferraz Dias de; SHIKIDA, Pery Francisco Assis (Orgs.). Agroindústria Canavieira no Brasil: evolução, desenvolvimento e desafios. São Paulo: Atlas, 2002. 367 p. Vários autores. ISBN 9788522432530.
-VIAN,Carlos Eduardo de Freitas. Agroindústria canavieira: estratégias competitivas e modernização. Campinas: Átomo, 2003. 216 p. ISBN 9788587585509.
- REINS, Peter. Cane Sugar Engineering, EUA - Flórida. 2003
ARTIGOS UTILIZADOS
- Camargo JM. Tecnifcação da cana-de-açúcar em São Paulo e sazonalidade
de mão de obra [dissertação]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 1988.
- Camargo JM. Relações de trabalho na agricultura paulista no período re-
cente [tese]. Campinas: Universidade Estadual de Campinas; 2007.
- gil AC. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas; 2002.
- gonçalves DB. Mar de cana, deserto verde? Dilemas do desenvolvimento
sustentável na produção canavieira paulista [tese]. São Carlos: Universida-
de Federal de São Carlos; 2005.
- Moraes MAFD. Indicadores do mercado de trabalho do sistema agroin-
dustrial da cana-de-açúcar do Brasil no período 1992-2005. Est Econ.
2007;37:875-902.
- Fernandes JE, Angeli R. gestão ambiental, mecanização agrícola e o im-
pacto social para trabalhadores rurais na agroindústria canavieira. Rev
Montagem. 2006;8:136-40.
postado por gabriel ventura
LINKS UTILIZADOS
- http://www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/artigos/agronegocios/condominio
- http://www.cna.org.br/Gleba99N/Set01/cana01.htm
- http://www.unica.com.br/
- http://www.anamt.org.br/adm/revista/arq/19.pdf
- http://www.barretos.sp.gov.br/planodiretor/arquivos/lei_Est_11241.pdf - obs: essa é a lei que leva a mecanização da colheita, pois ela proibi as queimadas.
LIVROS UTILIZADOS
- MORAES, Márcia Azanha Ferraz Dias de; SHIKIDA, Pery Francisco Assis (Orgs.). Agroindústria Canavieira no Brasil: evolução, desenvolvimento e desafios. São Paulo: Atlas, 2002. 367 p. Vários autores. ISBN 9788522432530.
-VIAN,Carlos Eduardo de Freitas. Agroindústria canavieira: estratégias competitivas e modernização. Campinas: Átomo, 2003. 216 p. ISBN 9788587585509.
- REINS, Peter. Cane Sugar Engineering, EUA - Flórida. 2003
ARTIGOS UTILIZADOS
- Camargo JM. Tecnifcação da cana-de-açúcar em São Paulo e sazonalidade
de mão de obra [dissertação]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 1988.
- Camargo JM. Relações de trabalho na agricultura paulista no período re-
cente [tese]. Campinas: Universidade Estadual de Campinas; 2007.
- gil AC. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas; 2002.
- gonçalves DB. Mar de cana, deserto verde? Dilemas do desenvolvimento
sustentável na produção canavieira paulista [tese]. São Carlos: Universida-
de Federal de São Carlos; 2005.
- Moraes MAFD. Indicadores do mercado de trabalho do sistema agroin-
dustrial da cana-de-açúcar do Brasil no período 1992-2005. Est Econ.
2007;37:875-902.
- Fernandes JE, Angeli R. gestão ambiental, mecanização agrícola e o im-
pacto social para trabalhadores rurais na agroindústria canavieira. Rev
Montagem. 2006;8:136-40.
postado por gabriel ventura
referencias
galera envio agora uma das propostas do governo de são paulo juntamente com o SEBRAE -SP para uma melhor condição de trabalho para os "boias - fria", é claro que isso é não uma solução para o fim do desemprego nesse setor, pois o que está em questão na lei é o fim das queimadas. Porém achei muito interessante a nivel de curiosidade, pelo menos há alguma ação do governo que ja poderia ter sido adotada pelos usineiros para não tornar a colheita um trabalho escravo.
CONDOMINIOS DE EMPREGADORES RURAIS
Condomínio de empregadores rurais é a união, de produtores rurais, com o objetivo de contratação, em nome desse grupo, de empregados rurais, onde é dado, para um desses produtores, poderes para essa contratação e para a administração dessa mão-de-obra rural em nome do grupo. A grande vantagem da formação desse tipo de condomínio está no rateio dos custos com contratação e administração da mão-de-obra rural.
O condomínio de empregadores rurais não é uma pessoa jurídica, ou seja, não é uma sociedade e nem tem CNPJ. Ele é considerado, para fins trabalhistas, um empregador, com a diferença de que, no lugar de apenas um empregador haverá vários para os mesmos empregados.
Como formar o condomínio?
Para que haja a contratação de empregados em nome de vários empregadores, é necessária a elaboração de um contrato entre os produtores rurais, contrato este denominado de “Pacto de Solidariedade” entre tais empregadores rurais.
Através desse contrato, os empregadores rurais tornam-se solidários em relação aos direitos trabalhistas dos empregados contratados, ou seja, cada um deles responderá por todas as dívidas geradas em relação aos empregados.
Os empregados, por sua vez, terão todos os direitos trabalhistas que são garantidos a qualquer empregado rural, sem distinções.
No contrato de pacto de solidariedade deverá ainda ser escolhido o administrador dessa mão-de-obra, também conhecido como “cabeça do grupo”. Ele receberá procuração pública de cada um dos empregadores rurais que fizerem parte do condomínio com poderes para gestão de administração da referida mão-de-obra rural contratada.
O condomínio de empregadores rurais terá uma matrícula única perante o INSS (CEI – coletiva). Já para efeitos do Imposto de Renda, o administrador do condomínio deverá providenciar a contabilidade individualizada para cada produtor, indicando seus gastos com a mão-de-obra que ele utilizou, além de realizar a contabilidade do grupo.
Para mais informações, encontra-se disponível para consulta e download a cartilha Condomínio de Empregadores no site do Ministério do Trabalho e Emprego.
postado por gabriel ventura
CONDOMINIOS DE EMPREGADORES RURAIS
Condomínio de empregadores rurais é a união, de produtores rurais, com o objetivo de contratação, em nome desse grupo, de empregados rurais, onde é dado, para um desses produtores, poderes para essa contratação e para a administração dessa mão-de-obra rural em nome do grupo. A grande vantagem da formação desse tipo de condomínio está no rateio dos custos com contratação e administração da mão-de-obra rural.
O condomínio de empregadores rurais não é uma pessoa jurídica, ou seja, não é uma sociedade e nem tem CNPJ. Ele é considerado, para fins trabalhistas, um empregador, com a diferença de que, no lugar de apenas um empregador haverá vários para os mesmos empregados.
Como formar o condomínio?
Para que haja a contratação de empregados em nome de vários empregadores, é necessária a elaboração de um contrato entre os produtores rurais, contrato este denominado de “Pacto de Solidariedade” entre tais empregadores rurais.
Através desse contrato, os empregadores rurais tornam-se solidários em relação aos direitos trabalhistas dos empregados contratados, ou seja, cada um deles responderá por todas as dívidas geradas em relação aos empregados.
Os empregados, por sua vez, terão todos os direitos trabalhistas que são garantidos a qualquer empregado rural, sem distinções.
No contrato de pacto de solidariedade deverá ainda ser escolhido o administrador dessa mão-de-obra, também conhecido como “cabeça do grupo”. Ele receberá procuração pública de cada um dos empregadores rurais que fizerem parte do condomínio com poderes para gestão de administração da referida mão-de-obra rural contratada.
O condomínio de empregadores rurais terá uma matrícula única perante o INSS (CEI – coletiva). Já para efeitos do Imposto de Renda, o administrador do condomínio deverá providenciar a contabilidade individualizada para cada produtor, indicando seus gastos com a mão-de-obra que ele utilizou, além de realizar a contabilidade do grupo.
Para mais informações, encontra-se disponível para consulta e download a cartilha Condomínio de Empregadores no site do Ministério do Trabalho e Emprego.
postado por gabriel ventura
A MECANIZAÇÃO DA COLHEITA DA CANA-DE-AÇÚCAR
A MECANIZAÇÃO DA COLHEITA DA CANA-DE-AÇÚCAR
O segmento canavieiro tem sido marcado, atualmente, por um cenário de crescimento e transformação. Uma das principais mudanças ocorridas é a mecanização como opção para a colheita da cana. Essa condição, somada à forte pressão mercadológica dos fabricantes de colhedoras, tem promovido o crescimento da colheita mecânica, principalmente
no Estado de São Paulo. Os principais fatores que impulsionaram a mecanização da cana no Estado de São Paulo foram os problemas causados pelo fogo sobre o meio ambiente, a insatisfação popular e a consequente proliferação de ações judiciais contra a prática da queimada nas regiões produtoras. Esses fatores, associados à crescente pressão social e aos conflitos políticos, fizeram com que o governo do Estado de São Paulo regulamentasse a prática na lavoura canavieira, estabelecendo um cronograma para a total eliminação das queimadas. Após várias negociações entre os principais envolvidos, foi aprovado o Decreto Estadual nº 47.700/2003, que regulamentou a Lei nº 11.241/2002, denominada “Lei das queimadas”7. Antes mesmo da implantação dessa lei, a mecanização da colheita da cana já vinha sendo realizada em várias regiões do Estado de São Paulo.
Na safra de 2005/2006, verificou-se percentual de mecanização maior do que o estipulado. No primeiro ano, previa-se 20% de redução de queima nas áreas mecanizáveis, entretanto houve prática de 30%8. A mecanização do corte da cana-de-açúcar não é uma atividade recente. No Brasil, a primeira experimentação ocorreu em 1956 com equipamento totalmente importado. Em São Paulo, iniciou em 1973, com a utilização de tecnologia importada e de fabricação nacional. O processo de mecanização no cultivo da cana
tornou-se mais acentuado com a implantação do Pró-Álcool. O carregamento mecanizado da cana cortada modificou o cenário rural de tal forma que houve redução de, aproximadamente, 16 trabalhadores em cada caminhão que os transportava do campo até a usina. Em países como Austrália e Cuba, a mecanização do corte da cana-de-açúcar já chega a quase 100% das lavouras. Na Austrália, em 1971, a colheita mecâni-
ca já girava em torno de 98% de sua produção12. No Brasil, a mecanização é possível em 50% das áreas do Nordeste e em 80% das demais áreas de produção de cana. Nesse cenário, configura-se redução de 52% a 64% de todos os postos de trabalho gerados na produção da cana13. No Estado de São Paulo, a mecanização do corte da cana-de-açúcar está em estágio avançado e tem gerado discussões polêmicas entre os diferentes grupos sociais envolvidos com a problemática da alteração nas relações de emprego. A inovação mecânica trouxe quatro tipos de repercussões imediatas e mutuamente relacionadas: primeiro, a redução do tempo de execução de determinadas tarefas; segundo, a diminuição da mão de obra empregada na realização das tarefas, em virtude do uso de máquinas; terceiro, a redução da necessidade de mão de obra residente na propriedade; quarto, a introdução de mudança qualitativa na demanda por trabalhadores, ao utilizar, de um lado, trabalhadores com maior grau de especialização (tratoristas, mo-toristas e operadores de máquinas agrícolas) e, do outro, trabalhadores sem especialização. A colheita mecanizada é uma realidade cujos reflexos imediatos se traduzem em impactos no mercado de trabalho. Esse aspecto tem sido ressaltado na literatura, principalmente com ênfase no desemprego que pode ser gerado. Brutamente eliminados, sem tempo para absorção dessa mão de obra por outros setores da economia regional.
O DESEMPREGO
Diante da expansão tecnológica, a mecanização total da colheita da cana-de-açúcar parece ser caminho sem volta, tendo em vista as suas vantagens econômicas e ambientais. Segundo Ramos, dentro de poucos anos a agroindústria canavieira do Brasil apresentará nível de ocupação de mão de obra bem menor do que o atual, considerando-se o significativo processo de expansão pelo qual ela está passando, principalmente no Estado de São Paulo. Ao longo do período entre 1992 e 2003, especificamente para a cana-de-açúcar, houve redução no número de empregos totais de 33%. Em 1992 havia 674 mil empregos e, em 2003, 450 mil.
Além dos fatores econômicos e ambientais (com a antecipação da proibição da queima no Estado de São Paulo), outro fator sinaliza a redução da colheita manual com consequente redução e mudança de perfil do empregado agrícola: o efetivo cumprimento das normas regulamentadoras do mercado de trabalho agrícola no Brasil, por exemplo, da Norma Regulamentadora 31 (NR 31), que trata da “Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura”. Segundo estimativas da União da Agroindústria do Açúcar (Unica), haverá redução de aproximadamente 114 mil empregados na lavoura canavieira até a safra de 2020/2021.
Um fato é certo: a mecanização reduz a demanda por trabalhadores, principalmente por aqueles de baixa qualificação (grande parte dos trabalhadores da lavoura canavieira tem poucos anos de estudo), expulsando-os da atividade. Esse fato implica a necessidade de qualificação e treinamento dessa mão de obra para que ela esteja apta a realizar atividades
que exijam maior qualificação. Outro ponto a ser destacado é que com a colheita mecanizada os trabalhadores são impelidos a trabalhar de modo mais intenso, em razão da ansiedade relacionada à manutenção do emprego na próxima safra. E, ainda, os patamares de remuneração salarial são pressionados e as ações dos sindicatos representantes da categoria, fragmentadas. A ameaça do desemprego também conduz à aceitação de condições precárias de trabalho por parte dos cortadores, como instabilidade na jornada de trabalho, falta ou inadequação de equipamento de proteção individual (EPI), alimentação de má qualidade e insuficiente, transporte inseguro e sujeito a acidentes, entre outros. Esses fatores, somados à exposição, à fuligem e ao pó, ao risco de intoxicação por agrotóxicos e ao desenvolvimento de doenças oriundas de atividades pesadas e repetitivas, certamente reduzem a expectativa de vida do trabalhador.
O segmento canavieiro tem sido marcado, atualmente, por um cenário de crescimento e transformação. Uma das principais mudanças ocorridas é a mecanização como opção para a colheita da cana. Essa condição, somada à forte pressão mercadológica dos fabricantes de colhedoras, tem promovido o crescimento da colheita mecânica, principalmente
no Estado de São Paulo. Os principais fatores que impulsionaram a mecanização da cana no Estado de São Paulo foram os problemas causados pelo fogo sobre o meio ambiente, a insatisfação popular e a consequente proliferação de ações judiciais contra a prática da queimada nas regiões produtoras. Esses fatores, associados à crescente pressão social e aos conflitos políticos, fizeram com que o governo do Estado de São Paulo regulamentasse a prática na lavoura canavieira, estabelecendo um cronograma para a total eliminação das queimadas. Após várias negociações entre os principais envolvidos, foi aprovado o Decreto Estadual nº 47.700/2003, que regulamentou a Lei nº 11.241/2002, denominada “Lei das queimadas”7. Antes mesmo da implantação dessa lei, a mecanização da colheita da cana já vinha sendo realizada em várias regiões do Estado de São Paulo.
Na safra de 2005/2006, verificou-se percentual de mecanização maior do que o estipulado. No primeiro ano, previa-se 20% de redução de queima nas áreas mecanizáveis, entretanto houve prática de 30%8. A mecanização do corte da cana-de-açúcar não é uma atividade recente. No Brasil, a primeira experimentação ocorreu em 1956 com equipamento totalmente importado. Em São Paulo, iniciou em 1973, com a utilização de tecnologia importada e de fabricação nacional. O processo de mecanização no cultivo da cana
tornou-se mais acentuado com a implantação do Pró-Álcool. O carregamento mecanizado da cana cortada modificou o cenário rural de tal forma que houve redução de, aproximadamente, 16 trabalhadores em cada caminhão que os transportava do campo até a usina. Em países como Austrália e Cuba, a mecanização do corte da cana-de-açúcar já chega a quase 100% das lavouras. Na Austrália, em 1971, a colheita mecâni-
ca já girava em torno de 98% de sua produção12. No Brasil, a mecanização é possível em 50% das áreas do Nordeste e em 80% das demais áreas de produção de cana. Nesse cenário, configura-se redução de 52% a 64% de todos os postos de trabalho gerados na produção da cana13. No Estado de São Paulo, a mecanização do corte da cana-de-açúcar está em estágio avançado e tem gerado discussões polêmicas entre os diferentes grupos sociais envolvidos com a problemática da alteração nas relações de emprego. A inovação mecânica trouxe quatro tipos de repercussões imediatas e mutuamente relacionadas: primeiro, a redução do tempo de execução de determinadas tarefas; segundo, a diminuição da mão de obra empregada na realização das tarefas, em virtude do uso de máquinas; terceiro, a redução da necessidade de mão de obra residente na propriedade; quarto, a introdução de mudança qualitativa na demanda por trabalhadores, ao utilizar, de um lado, trabalhadores com maior grau de especialização (tratoristas, mo-toristas e operadores de máquinas agrícolas) e, do outro, trabalhadores sem especialização. A colheita mecanizada é uma realidade cujos reflexos imediatos se traduzem em impactos no mercado de trabalho. Esse aspecto tem sido ressaltado na literatura, principalmente com ênfase no desemprego que pode ser gerado. Brutamente eliminados, sem tempo para absorção dessa mão de obra por outros setores da economia regional.
O DESEMPREGO
Diante da expansão tecnológica, a mecanização total da colheita da cana-de-açúcar parece ser caminho sem volta, tendo em vista as suas vantagens econômicas e ambientais. Segundo Ramos, dentro de poucos anos a agroindústria canavieira do Brasil apresentará nível de ocupação de mão de obra bem menor do que o atual, considerando-se o significativo processo de expansão pelo qual ela está passando, principalmente no Estado de São Paulo. Ao longo do período entre 1992 e 2003, especificamente para a cana-de-açúcar, houve redução no número de empregos totais de 33%. Em 1992 havia 674 mil empregos e, em 2003, 450 mil.
Além dos fatores econômicos e ambientais (com a antecipação da proibição da queima no Estado de São Paulo), outro fator sinaliza a redução da colheita manual com consequente redução e mudança de perfil do empregado agrícola: o efetivo cumprimento das normas regulamentadoras do mercado de trabalho agrícola no Brasil, por exemplo, da Norma Regulamentadora 31 (NR 31), que trata da “Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura”. Segundo estimativas da União da Agroindústria do Açúcar (Unica), haverá redução de aproximadamente 114 mil empregados na lavoura canavieira até a safra de 2020/2021.
Um fato é certo: a mecanização reduz a demanda por trabalhadores, principalmente por aqueles de baixa qualificação (grande parte dos trabalhadores da lavoura canavieira tem poucos anos de estudo), expulsando-os da atividade. Esse fato implica a necessidade de qualificação e treinamento dessa mão de obra para que ela esteja apta a realizar atividades
que exijam maior qualificação. Outro ponto a ser destacado é que com a colheita mecanizada os trabalhadores são impelidos a trabalhar de modo mais intenso, em razão da ansiedade relacionada à manutenção do emprego na próxima safra. E, ainda, os patamares de remuneração salarial são pressionados e as ações dos sindicatos representantes da categoria, fragmentadas. A ameaça do desemprego também conduz à aceitação de condições precárias de trabalho por parte dos cortadores, como instabilidade na jornada de trabalho, falta ou inadequação de equipamento de proteção individual (EPI), alimentação de má qualidade e insuficiente, transporte inseguro e sujeito a acidentes, entre outros. Esses fatores, somados à exposição, à fuligem e ao pó, ao risco de intoxicação por agrotóxicos e ao desenvolvimento de doenças oriundas de atividades pesadas e repetitivas, certamente reduzem a expectativa de vida do trabalhador.
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